sábado, 13 de fevereiro de 2010

Movimento Nacional em Defesa
da Língua Portuguesa

NOSSO IDIOMA
Há risco para a língua?

Entrevista de Mário Perini (*)

A maior parte dos lingüistas torce o nariz quando o assunto é regulamentar ou normatizar a língua. Segundo eles, a língua é dinâmica e empréstimos feitos de outro idioma ou acabam sendo assimilados ou simplesmente deixam de ser utilizados com o tempo. Nesta entrevista para a revista Com Ciência, o lingüista e professor visitante da Universidade do Mississipi (EUA), Mário Perini, explica como funciona esse processo. Perini escreveu recentemente um artigo para a Ciência Hoje sobre o assunto.

Outro assunto abordado é o eventual desaparecimento de certas línguas no futuro, devido ao processo de globalização. Ele rebate principalmente as declarações do lingüista Steve Fischer, que previu que línguas mais difundidas como o espanhol e o inglês se tornariam as únicas no mundo. "As declarações do Steven Fisher são muito pouco fundamentadas no conhecimento lingüístico atual", afirma Perini.

Com Ciência - No artigo que o senhor escreveu para a revista Ciência Hoje, o senhor afirma que a maioria dos empréstimos estrangeiros desaparece, e os que ficam são assimilados. Como se dá esse processo que leva à inclusão de alguns termos no léxico e ao desuso de outros? E no caso da inclusão, que tipo de transformação ocorre antes de um termo estrangeiro ser incorporado no léxico da nossa língua?

Mário Perini - O processo de assimilação de certos itens e eliminação de outros é complexo. Primeiro, certos empréstimos desaparecem porque a coisa que designam cai de moda ou se torna obsoleta. Exemplos são ban-lon; boogie-woogie; mi-mollet; lansquenete e muitos outros que você provavelmente nem conhece. Outros empréstimos são substituídos por formações vernáculas: goal-keeper hoje é goleiro; corner é escanteio; off-side é impedimento etc. Ainda outros ficam, mas são graficamente assimilados, de maneira que nem se sabe que são estrangeiros: gol (goal); nocaute (knock-out); batom (bâton); marrom (marron) e muitos outros.

Esses três processos dão conta da grande maioria dos termos estrangeiros. Fica uma quarta categoria, que não se assimila graficamente (embora assuma sempre pronúncia portuguesa): impeachment; site; off (desconto), nylon, etc.

São esses últimos os verdadeiramente irritantes. A maioria é muito recente, e não se sabe se vão acabar sendo assimilados ou eliminados de uma maneira ou de outra. Alguns deles persistem porque não têm equivalente em português: não se falava de site, e-mail, marketing até que as coisas propriamente ditas entraram na nossa conversa. Alguns, bem ou mal, já se assimilaram: salvar (alguma coisa no computador); deletar; e o próprio computador (em italiano ainda se diz computer).

Com Ciência - O senhor também critica as previsões de Steven Fisher de que as línguas mais difundidas, como o inglês e o espanhol, se tornariam as únicas do mundo em algum tempo. O seu argumento é que estamos longe de uma situação de submissão política e cultural que leve ao predomínio de outra língua sobre o português no Brasil. O senhor não acha que há uma crescente dominação da cultura e da economia norte-americana em todo o mundo, através da música, do cinema e da indústria do entretenimento, no âmbito cultural, e das multinacionais, no âmbito econômico?

Perini - As declarações do Steven Fisher são muito pouco fundamentadas no conhecimento lingüístico atual. Línguas não "se misturam", como ele disse. E, quanto ao português se misturar com o espanhol, não há o menor sintoma disso. A influência que sofremos hoje é do inglês, antes de tudo; um pouquinho do italiano e do francês. Do espanhol praticamente nada. Em segundo lugar, o desaparecimento de uma língua em favor de outra é um processo de muitos séculos; falar da substituição do português por outra língua qualquer no Brasil é se apressar muito.

Vou dar um exemplo: na Irlanda a influência inglesa é predominante desde a Idade Média. Por volta de 1600, metade da Irlanda pertencia a donos ingleses, e toda a ilha era uma colônia britânica. Além disso, o irlandês é uma língua dividida em dialetos, e sem prestígio, quase sem literatura nos tempos modernos, e chegou a ser falada por cerca de 3 milhões de pessoas no máximo. O inglês está ali do lado, a 50 km, e é a língua mais difundida do mundo. Apesar disso, o irlandês resistiu até hoje. É verdade que está morrendo, mas agüentou uns bons 600 anos, nessas condições extremamente desfavoráveis.

Agora, dizer que o português está indo no mesmo caminho é meio prematuro. O português sempre foi a língua de povos culturalmente dominados, e nem por isso desapareceu. A influência norte-americana é predominante há cerca de 60 anos. Mas não há sinal nenhum de que a população brasileira, ou parte dela, esteja abandonando o português como língua nativa. O domínio cultural dos EUA, pra não falar do econômico e político, é um fato, mas até agora sem conseqüências drásticas no campo lingüístico.

Com Ciência - O senhor afirma que tanto a linguagem falada quanto a linguagem escrita evoluem com o tempo e se influenciam mutuamente. O senhor não acha que a modalidade escrita da língua pode ser padronizada por mecanismos legais, como se fez na França? E no caso do português brasileiro, o que o senhor acha do projeto de lei do deputado Aldo Rebelo, que restringe o uso de estrangeirismos?

Perini - Sobre a padronização da língua escrita através de leis, eu acredito muito mais em uma campanha junto à imprensa. Numa coisa eu concordo com o Aldo Rebelo: essa invasão de termos ingleses é irritante. É como se me jogassem na cara a todo momento que minha cultura é inferior. Minha cultura, note, não a minha língua. O Brasil é um país subalterno de todo ponto de vista. Agora até no futebol!

Nosso governo é um simples gerente a serviço do FMI, nossa tecnologia é importada, nossa elite manda os filhos para estudar no estrangeiro, os programas culturais da nossa TV são predominantemente importados, a maioria dos livros que se lêem são traduções, etc, etc, etc. A língua só vai atrás, pois tem que exprimir tudo isso.

Resolver o problema dos empréstimos, por lei ou não, é como dar um analgésico para um paciente que, vai ver, sofre de um tumor no cérebro. Resolve na hora, mas não ataca a raiz do problema, que, tenho que repetir, é econômico, político, cultural, e não lingüístico. Não quero dizer que não se deva fazer nada, mas uma lei não tem o poder de fazer isso. Vai ser apenas mais uma fonte de multas.

Quem sabe uma campanha intensiva e honesta, tentando motivar a população a dar mais valor a sua língua e a sua cultura, sua música, sua arte? Quem sabe até a sua economia? As leis, no Brasil mais do que em muitos outros países, freqüentemente funcionam para atrapalhar. Os governantes não sabem disso, e têm a ilusão de que com uma nova lei vão resolver alguma coisa. Mas nós, o povo, sabemos que não é assim. Senão, o Brasil seria quase o paraíso, porque nossas leis até que são boas.

Com Ciência - Mas mesmo que o projeto não seja aprovado, o senhor não acha que ele já contribuiu por colocar a língua e seu destino em discussão?

Perini - O projeto do Aldo Rebelo, como eu já disse, não vai ter utilidade nenhuma como lei. Mas concordo que serve para chamar a atenção para o problema. E concordo que é um problema, ou para ser mais exato, é parte de um grande problema.

(*) Entrevista publicada pela revista Com Ciência. Texto enviado em 2/1/2002 à lista de debates Idioma pelo internauta Xexéu, então aluno do curso de Letras da Universidade Católica de Santos (4º ano).

Li e publiquei.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Morre Secretário de Educação do RN

O Secretário de Educação do Rio Grande do Norte, Ruy Pereira, morreu ontem em acidente automobilístico na BR-101 quando estava indo passar o carnaval com sua família em Recife. O motorista perdeu o controle do veículo saindo da pista, mas quando conseguiu retornar invadiu a contramão e foi atingido por um caminhão Volkswagen. Ele tinha 60 anos e morreu no local, preso nas ferragens.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Desafio: vamos falar de trás pra frente agora!

dom, 07/02/10
por Maurício Kubrusly |
categoria Viagens

* Teceia o ofisade de Nobisa: larfa de tras pra tefrente ragoa!
(sacou? simples: aceite o desafio de Sabino: vamos falar de trás pra frente agora!)
* Cabiroea rapa os osnironeu!
(captou? ora ora, é simples: aeróbica para os neurônios)
* Ofisade: quem vecrese o otims totex em nesbisa
(agora, já tá ficando fácil, né? confira: desafio: quem escreve o maior texto em sabinês)
* Depo ir doçanmeco!!
(pode ir começando…)
* Gache de ser nhozimalnor!!
(chega de ser normalzinho)
bem, agora que você já entrou no clima, mergulhe na maravilha de Sabino: viva a experiência de passar um dia falando de traz pra frente. mesmo que você ache difícil demais da conta, apenas chegue junto. e preste atenção. aos poucos, algumas frases curtas vão se revelando e pouco depois você sente vontade de aderir. só ficar ouvindo a conversa de todos eles já valeu a visita àquela cidade totalmente original. na aparência, vista de longe, normalíssima. mas quando as pessoas começam a falar… é fascinante!!
como faz tempo que fazemos aqui uma campanha contra a rotina – recomendando até que você ande de costas… de preferência numa praia… você vai adorar! lance seguinte: você vai sentir a estranha vontade de correr de costas. se levar um tombo, melhor ainda. (ainda estamos na praia, né). quanto tudo isso acontecer, você já vai estar falando de tras pra frente com a maior fluência. depois, você vai sentir vontade de…
agora, queremos aqui a sua portação Sabino.
FONTE: Blog do me leva Brasil.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O que um lingüista faz?

Certamente a pergunta que os lingüistas mais escutam é a que intitula essa postagem. Eu mesmo já tive de tentar respondê-la várias vezes. A Lingüística é uma disciplina/ciência relativamente nova, e é normal que determinados questionamentos sejam feitos.
Um colega de Biologia uma vez me perguntou: “O que você faz no Mestrado de Lingüística? Passa dois anos estudando gramática?”. Um outro colega, que é por si só um reflexo da falta que “cadeiras humanas” acarretam aos cursos de Ciências Exatas, e acreditando que eu não entenderia o que estava por trás do seu discurso, tentou desvalorizar o curso de Letras com a infeliz afirmação: “Para eu falar bem Português, basta ler a gramática todos os dias”. Sorte dele que não exibiu tamanha ignorância numa aula de Lingüística, porque então haveria um monte de gente a sorrir descontroladamente, e ele ficaria bem envergonhado - brincadeira minha, alunos de Letras sorririam de maneira contida, para não causar desconforto, afinal são “humanos”-. Os lingüistas e os estudantes de Letras não perdem a vida estudando a tradicional gramática normativa.
O que um lingüista faz? Bem… basicamente, no Brasil, os Mestrados em Lingüística formam pessoas para que atuem como professores nos cursos de Letras. Nestes cursos, os lingüistas, além de formar docentes para os ensinos médio e fundamental, desenvolvem pesquisas muitas vezes, mas nem sempre, voltadas para a educação. Um reflexo de seu trabalho são as provas de vestibular que já contemplam textos e interpretação em detrimento das tradicionais e improfícuas questões de gramática. Outra observação: um lingüista não estuda (não necessariamente) uma língua específica, mas sim a linguagem (por vezes, até a não-verbal) e seus mecanismos de produção de sentido.
No exterior, existem os lingüistas forenses. Isso tem a ver com CSI? Tem sim. São cientistas que trabalham tentando solucionar crimes; suas pistas geralmente têm alguma relação com a linguagem (bilhetes, mensagens de celular e outros). Alguns trabalham para agências como o FBI, fazendo escutas telefônicas, usando programas para reconhecimento de voz e coisas afins. Também existem lingüistas auxiliando os cientistas da computação. Pode ter certeza de que, neste exato momento, há lingüistas por aí trabalhando em softwares que processam textos. E não é só isso. Você acha que é possível desenvolver qualquer AI (inteligência artificial) sem auxílio lingüístico? Acredita que é possível fazer a máquina raciocinar num nível humano somente usando números? Que códigos binários vão ajudar um computador a entender contextos, ironias, subtendidos, implícitos e coisas afins? Quem pensa, amigo, pensa numa língua. Também recorrem a teorias lingüísticas: fonoaudiólogos, jornalistas, publicitários, economistas e outros. Os lingüistas atuam em diversas áreas, mas não me prolongarei numa postagem de blog.
Corporativismo à parte, a Lingüística tem sim um papel importante. A minha opinião, inclusive, é a de que, no momento histórico em que vivemos no Brasil, é substancialmente mais importante olhar para os meninos e meninas nas salas de aula do que olhar, por exemplo, para os anéis de Saturno.

domingo, 4 de outubro de 2009

DEIXEM O MEU ÓCULOS EM PAZ!


DEIXEM O MEU ÓCULOS EM PAZ!
É mesmo uma pena que nossos melhores dicionários de referência, o Aurélio e o Houaiss, oscilem entre a tentativa de preservação das prescrições tradicionais e a vontade de incorporar e abonar as formas inovadoras já consagradas no uso do português brasileiro. Digo isso porque, ao tratar do substantivo óculo(s), ambos os dicionários assumem o tom mais prescritivista e autoritário possível, em franca contradição com as análises mais bem feitas que encontramos em outros verbetes:
AURÉLIO SÉCULO XXI: "No Brasil, pelo menos, diz-se, erroneamente, o óculos, este óculos, meu óculos" (verbete ÓCULOS)
HOUAISS: "A palavra óculos é pluralia tantum* ... sendo, portanto, erro a discordância de número (um óculos) que se tem vulgarizado no português coloquial do Brasil (formas corretas: uns óculos, meus óculos, um par de óculos)" (verbete ÓCULO)
*Pluralia tantum são as palavras que só são usadas no plural como bodas, anais, costas, férias.
Como diria nosso herói Macunaíma: "Ai, que preguiça!" Por que essa insistência em achar que esse importante dispositivo para melhorar a visão (que eu uso há quarenta anos!) tem que ser considerado como um par? Por que não chamá-lo então de binóculo, já que também existe o monóculo?
O que aconteceu com óculos foi o mesmo que aconteceu com tesouras, cuecas, calças, ceroulas, tenazes, listados pelo dicionário Houaiss no verbete PLURALIA TANTUM. Nesse verbete, a análise, felizmente, não recorre à imposição do que é "correto" e à condenação do "erro", sendo, ao contrário, isenta desses preconceitos:
PLURALIA TANTUM
Rubrica: gramática.
expressão latina com que são referidos os substantivos de uma língua cuja forma é um plural morfológico, mas que semanticamente podem denotar uma única unidade; trata-se sempre de referentes formados de partes simetricamente duplicadas (p.ex.: tesouras, cuecas, calças, óculos, ceroulas, tenazes)
Uso
embora o emprego do pl[ural] para indicar uma só parelha seja normal no português, registra-se uma dicotomia de tendência: de um lado, para obviar possíveis ambiguidades e explicitar a unidade, o locutor refere-se a um par de tesouras, de alicates, de pinças etc.; de outro, esp[ecialmente] no port[uguês] do Brasil, consuma-se o quase geral emprego do sing[ular] nos mesmos casos: uma tesoura, uma tenaz, a minha calça, a cueca.
É uma pena que não se tenha mencionado também o "quase geral emprego do singular" no caso de óculos. A razão do nosso uso de óculos no singular está nessas palavras do verbete: "substantivos cuja forma é um plural morfológico, mas que semanticamente podem denotar uma única unidade".
Pronto, gente, é só isso: é semântica! A semântica estuda a relação entre as palavras e as coisas do mundo que elas designam. Se nós concebemos o óculos como uma coisa só, nossa lógica linguística vai querer corresponder à nossa lógica de percepção da realidade: se o objeto é considerado como uma unidade, a palavra que o designa só pode estar no singular!
Vamos parar com essa insistência boboca, deixar todo mundo usar seu óculos em paz e cuidar de coisas mais importantes? Por exemplo: somente 8% das escolas com as melhores médias do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) em 2009 eram públicas. Não é perdendo tempo tentando convencer os alunos de que a palavra óculos só pode ser usada no plural que nosso ensino público vai sair do fundo do poço!

MARCOS BAGNO JULHO DE 2009http://www.marcosbagno.com.br/conteudo/arquivos/art_carosamigos-julho09.htm

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domingo, 27 de setembro de 2009

Nunca Deixe de Acreditar

Espero que você possa aceitar as coisas como elas são,
sem pensar que tudo conspira contra você,
porque parte de nós é entendimento. ..
Mas, a outra parte é aprendizado. ..

Que você possa ter forças para vencer todos os seus medos e que, no final,
possa alcançar todos os seus objetivos
porque parte de nós é cansaço...
Mas, a outra parte é vontade...

Que tudo aquilo que você vê e escuta
possa lhe trazer conhecimento que essa escola possa ser longa e feliz
porque parte de nós é o que vivemos...
Mas, a outra parte é o que esperamos...

Que você possa aprender a perder sem se sentir derrotado
que isso possa fazer você cada vez mais guerreiro...
Porque parte de nós é o que temos...
Mas, a outra parte é sonho....

Que durante a sua vida você possa construir sentimentos verdadeiros
que você possa aceitar que só quem soube da sombra,
pode saber da luz...
Porque parte de nós é angústia...
Mas, a outra parte é conforto...

Que você nunca deixe de acreditar
Que nunca perca sua fé
Porque parte de Deus é amor...
E a outra parte também!

BOM ACORDAR E SER AGRACIADO COM MENSAGENS POSITIVAS,CARREGADA DE SENTIMENTOS VERDADEIROS. OBRIGADA MANA! SAUDADES. SE NÃO PENSASSE ASSIM, NÃO TERIA A MARCA DE LUZIMAR CORINGA. GRANDE E ETERNA MÃE.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

DICAS DE IÇAMI TIBA!!

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc...
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo.
4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança.
7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome. Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É À HORA de se comer e o que comer.
8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.
11. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo.
12. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
13. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação.
14. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não devem interferir na educação do neto.
15. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
16. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
17. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
18. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'.
19. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
20. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
21. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, (em Curitiba, 23/07/08).
Içami Tiba, nascido em Tapiraí, é um médico psiquiatra, psicodramatista, colunista, escritor de livros sobre educação familiar e escolar e palestrante brasileiro.

ACHO QUE AS DICAS DESSE PROFISSIONAL MARAVILHOSO E RESPEITADÍSSIMO DISPENSA QUALQUER COMENTÁRIO!!!
BJS
TERESA CARNEIRO